Mostrando postagens com marcador Estudos Bíblicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudos Bíblicos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de março de 2012

Uma Reunião de 12 Poderosa

Nossa reunião de 12 nesta terça foi marcada pela presença viva do Senhor. Deus tem liberado uma nova unção e é visível o manto apostólico que esta sobra a liderança da Igreja Unidade. É glorioso ver o povo de Deus louvando, adorando e se expressando diante do Senhor. O louvor da direção do Eduardo e equipe fluiu de modo maravilhoso fazendo caminho para a ministração da Palavra do Senhor.

O ap. Oséias ministrou sobre a oração do Rei Josafá. E sucedeu que, depois disto, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e com eles outros dos amonitas, vieram à peleja contra Jeosafá. “Então vieram alguns que avisaram a Jeosafá, dizendo: Vem contra ti uma grande multidão dalém do mar e da Síria; e eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi. Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR, e apregoou jejum em todo o Judá. E Judá se ajuntou, para pedir socorro ao SENHOR; também de todas as cidades de Judá vieram para buscar ao SENHOR. E pôs-se Jeosafá em pé na congregação de Judá e de Jerusalém, na casa do SENHOR, diante do pátio novo”.
Dentro da ordem da ministração foi falado sobre a poderosa oração do Rei que alcançou o coração de Deus.
1.       Josafa em sua oração exaltou o nome do Senhor  “E disse: Ah! SENHOR Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos das nações? Na tua mão há força e potência, e não há quem te possa resistir”.
2.       Josafá na sua oração defendeu o seu território como sendo a terra dada por herança da parte de Deus através de Abraão seu amigo  “Porventura, ó nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo”?
3.       No seu clamor o Rei Josafá se humilhou e lembrou da oração de consagração do Rei Salomão, onde foi declarado que Deus ouvisse o clamor do seu povo e por isso diante do Templo do Senhor ele clama fazendo o Senhor se lembrar desta fato – “E habitaram nela e edificaram-te nela um santuário ao teu nome, dizendo: Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois teu nome está nesta casa, e clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás e livrarás”.
4.       Na sua oração persuasiva o rei lembra que os amonitas e moabitas não permitiram que Israel passasse por seu território e agora eles queriam entrar no território de Israel – “Agora, pois, eis que os filhos de Amom, e de Moabe e os das montanhas de Seir, pelos quais não permitiste passar a Israel, quando vinham da terra do Egito, mas deles se desviaram e não os destruíram, Eis que nos dão o pago, vindo para lançar-nos fora da tua herança, que nos fizeste herdar”.
5.       A conclusão desta oração mostra todo homem unido com suas mulheres e crianças diante do Senhor, orando e concordando com a oração de seu rei. Em unidade eles se prostraram e se renderam debaixo da Poderosa Mão de Deus – “Ah! nosso Deus, porventura não os julgarás? Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti. E todo o Judá estava em pé perante o SENHOR, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos”.

Conclusão:
“No fechamento desta oração o Espírito Santo veio e falou tremendamente ao coração do povo: Então veio o Espírito do SENHOR, no meio da congregação, sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita, dos filhos de Asafe, E disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá; assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis no fim do vale, diante do deserto de Jeruel. Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do SENHOR para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o SENHOR será convosco”.
Depois da Palavra do Senhor pelo seu profeta o povo rompeu em grande alegria e louvor e no dia seguinte o rei ordenou que o os levitas fossem na frente dos homens de guerra louvando ao Senhor e quando chegaram no lugar da batalha os inimigos já tinham caído por terra e o povo passou mais de três dias tomando posse do despojo. Deus é tremendo, vale a pena celebrar a conquista. “Então Jeosafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o SENHOR, adorando-o. E levantaram-se os levitas, dos filhos dos coatitas, e dos filhos dos coratitas, para louvarem ao SENHOR Deus de Israel, com voz muito alta.ao dia de hoje”. 2 Crônicas 20:1-26

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A IDÉIA DE ALIANÇA


1.      Aliança, pacto, testamento, concerto, seja qual for a tradução que se dê, é o hebraico berith.

a.      A idéia não é um pacto bilateral, em que duas partes se sentam para trocar idéias e ajustar termos de um contrato em que ambas opinam.
b.      A idéia é de algo imposto, sem possibilidade de mudar termos.
c.       Era a palavra usada para os contratos de vassalagem antiga, quando um reino ou uma potência vencia outra nação e lhe impunha seus termos. A parte vencida deveria se submeter à vencedora, e a parte vencedora se comprometia a protegê-la de outros inimigos. Isto é umberith.
2.      O conceito implícito no termo também se aplicava a uma nação que estava dominada por outra e uma terceira a libertava.
a.      Surgia o berith, depois da libertação, entre a nação libertada e nação que a libertara. Foi assim no Antigo Testamento. Israel era escravo do Egito. Deus o libertou e lhe trouxe seu pacto.
b.      Foi assim com a Igreja de Cristo. Éramos escravos do pecado(“Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” – Jo 8.34), mas Cristo nos libertou (“Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão” – Gl 5.1).
3.      A aliança entre Iahweh e Israel surgiu neste contexto: um poder mais forte que o Egito e Israel libertou este último e fez um pacto.
a.      É o contexto teológico da aliança feita conosco. Um poder mais forte que o pecado e o Maligno, Deus nos libertou e fez conosco um pacto.
b.      No primeiro pacto, Israel, até então uma massa de escravos, Deus o libertou da escravidão e o fez seu povo.
c.       No segundo pacto, nós nos tornamos povo de Deus no pacto feito em Cristo.
AS CARACTERÍSTICAS DA ALIANÇA FEITA EM CRISTO
1.      Nesta aliança, a nova, a característica primeira e maior é o perdão dos pecados como iniciativa divina.
a.      Antes, o hebreu do Antigo Testamento procurava por perdão.
b.      Na nova, visto que a antiga se mostrou ineficaz, Deus a oferece. Jeremias 31.34 mostra isso: “E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados”.
c.       O texto paralelo de Ezequiel 36.25-27 corrobora a idéia de uma nova aliança com o perdão divino: “Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis”. 
d.      A correspondência se encontra em Hebreus 8.12 (“Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, e de seus pecados não me lembrarei mais”) e 10.14-17 (“Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados. E o Espírito Santo também no-lo testifica, porque depois de haver dito: Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento; acrescenta: E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades”).
e.      Em Hebreus 8.13, se acena com o fim dos sacrifícios judaicos: “Dizendo: Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna antiquado e envelhece, perto está de desaparecer”. E também se observa a mesma linha de argumentação em Hebreus 10.18: “Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado”.
f.        A oferta pelo pecado (Hattat) era o ato de reconciliação com Deus no culto judaico. Mas depois do sacrifício de Cristo, que trouxe o perdão, não há mais nenhum sacrifício por fazer.  O Hattat se tornou desnecessário porque Cristo resolveu, de uma vez por todas, o problema do pecado.
g.      Também os textos de 2Coríntios 5.19 e 21 mostram isto: “pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação (…)
h.      Jesus foi a oferta de nosso pecado. Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. Deus tornou Cristo “pecado”, isto é, “oferta pelo pecado”, por nós. O judaísmo com seu sistema sacrificial perdeu sua razão de ser.
A segunda característica é a internalizarão da lei
1.      Antes, Deus estava fora do homem.
a.      O homem ia ao templo para achar Deus. Na nova aliança, Deus está no homem. Vejamos, ainda, Ezequiel 36.27, o texto em que este profeta também trata da nova aliança: “Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis”. A motivação religiosa não está fora do homem, mas dentro dele. É o Espírito Santo que habita no cristão, e não as tábuas da lei mosaica.
b.      No Novo Testamento, com a aliança nova feita por Jesus, Deus mora em nós: 1Coríntios 3.16 (“Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?”) e 6.19 (“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?”). Jesus já havia mostrado isso, que sua religião é interna, parte de dentro.
2.      A aliança feita com Israel culminou na doação da lei, em Êxodo 20.
a.      Mas a lei mosaica era externa, isto é, residia fora do homem. E fora posta em tábuas de pedra. Vejamos, a propósito, Êxodo 32.15-16: “E virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas. E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas”.
b.      Na aliança feita em Cristo, a lei é interna. Vejamos, para notar o contraste da nova aliança, os textos de Jeremias 31.33 (“Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”) e Hebreus 8.10 (“Ora, este é o pacto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”).
c.       O autor de Hebreus diz que a palavra de Jeremias se cumpriu com o advento do cristianismo. Neste, como prometido por Jeremias, a motivação para o relacionamento com Deus é interna.
Quando a lei foi internalizada a responsabilidade foi mudada.
Prestemos bastante atenção nos textos de Mateus 5.21-22 
Lei Externa: (“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo. 
Lei Interna: Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno”), 5.38-41 
Lei Externa: (“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Lei Interna: Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil”) e 5.43-44 
Lei Externa:“Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo”. Lei interna:Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem”). 
Neste último texto, há uma particularidade a ressaltar. De onde veio tal idéia, de odiar os inimigos, que Jesus disse que seus ouvintes tinham ouvido anteriormente? A lei não mandava odiar os inimigos, mas os essênios, sim. Eles haviam divulgado sua mensagem e, provando que nao era um deles, Jesus os refuta. 
Jesus ultrapassa o ensino de Moisés e, de quebra, contesta o dos essênios
1.      Os judeus tinham transformado o pecado em questão de ritos, de cumprimentos da lei.
a.      Jesus põe-no em forma de sentimentos que motivam os atos. Por isto, o que contamina o homem é o que sai dele, e não o que entra nele: “Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina. Então os discípulos, aproximando-se dele, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? Respondeu-lhes ele: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco. E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. Respondeu Jesus: Estai vós também ainda sem entender? Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce pelo ventre, e é lançado fora? Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, isso não o contamina” (Mt 15.11-20). O bem e o mal estão dentro de nós, no coração, lêb ou lebâb, em hebraico, designando a interioridade volitiva do homem.
2.      Há um coração novo nos que crêem: “Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne” (Ez 36.26) e “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável” (Sl 51.10). Para os hebreus, o coração é a sede das decisões, das faculdades intelectivas e onde estão as faculdades de juízoHá uma nova razão, uma mentalidade nova.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Forjado no Fogo

"Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina, E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo," 1 Pedro 2:5-8

Falam que a noite é mais escura antes de amanhecer e também que muitas coisas são levadas ao caos para que estejam prontas. A verdade é que sem fogo elevado não se forja uma bela espada, e em algumas vidas só o fogo não é suficiente.

E é assim que surge o ferreiro com golpes violentos, tal violência gera em nós, revolta e incompreensão ofuscando a verdadeira intenção do que trabalha a ferro e fogo: uma espada perfeita. Ele sabe que nem todo metal pode resistir ao fogo e aos golpes, por isso ele procura uma matéria bruta bem resistente e foi assim que achou você.

Tenha calma você não é um azarado, é um instrumento do qual o ferreiro vai se gabar, pois traz forjado em si toda a perícia daquele que trabalha sem descansar. E tudo isso ocorre dentro de você. Entretanto o material tem que ser bruto, de outra for não haveria glória para o artista.

Na verdade você deve estar pensando! E logo eu fui escolhido pra essa droga! É! Mas muitos estão reclamando por não terem uma vida gloriosa. São aqueles que rejeitaram o ardor do fogo e jamais desfrutarão o resplendor do refinamento, só lês resta aplaudir os escolhidos e perguntarem: porque eu não cheguei ali?

A pedra polida.
 
Em Pescadeiro, na costa da Califórnia, há uma famosa praia. A onda vem e bate com seu rugido constante, sobre as pedrinhas que tem por lá, chacoalhando e ressoando! Elas são arrastadas impiedosamente pelas ondas e jogadas para um lado e outro, roladas, atiradas umas Contra as outras, e de encontro aos recifes ásperos.

E esse atrito dura dia e noite, sem cessar, nunca há uma pausa. E o resultado?

Turistas de todo o mundo afluem para lá, a fim de catar essas pedras lindas e arredondadas. E elas são postas como enfeites sobre escrivaninhas e em beiras de lareiras, em salas de visitas. Mas vá um pouco mais adiante. CONTORNE AQUELE RECIFE Ali encontrará uma praia quieta, abrigada das tempestades e sempre banhadas pelo sol, Você encontrará abundância de pedrinhas que nunca foram procuradas pelos visitantes.

Por que são deixadas ali sem que ninguém os procure? Pela simples razão de que escaparam à fúria e ao atrito das ondas, e a quietude e a calma os deixaram como eram: ásperos, angulosos e despendidos de beleza. O polimento vem pela tribulação.

Visto que Deus sabe qual a brecha que vamos ocupar, confiemos nele para nos preparar para ela. Já que ele sabe que trabalho iremos fazer e o que iremos receber, confiemos nele para nos adestrar

No Neolítico, as comunidades tinham aperfeiçoado ainda melhor as suas ferramentas e armas de pedra:

Machados para derrubar árvores das florestas,

Enxós para trabalhar os campos,

Mós para triturar os cereais recolhidos,

Pontas de seta para derrubar com flechas certeiras caça grande e pequena.

A pedra servia para uma enorme diversidade de usos – desde a construção de muralhas, cabanas habitacionais e complexos espaços funerários – até à elaboração de pequeníssimos objectos, como os pendentes reproduzidos em cima.

Salomão edificou o templo com pedras grandes, pedras preciosas e pedras lavradas. Em Atos 17.24 diz: “Deus, que fez o mundo e tudo o que nele existe, é o Senhor do céu e da terra e não mora em templos feitos por seres humanos”.

Certamente é necessário que exista um desgaste nessa pedra, é necessário um trabalho de polimento, um trabalho artesanal. Podemos associar este trabalho ao discipulado, à prestação de contas, ao companheiro de jugo. Entendendo que somos trabalhados pelo Senhor, que somos “lavrados” pelo Senhor, e que o Senhor também deseja nos usar neste processo, podemos pensar o quanto podemos ser úteis nas mãos dEle

Pedras Polidas através:

De provações

De tentações

De reprovações

Da persistência

Da dor e sofrimento

De relacionamento entre irmãos

De relacionamento entre marido e mulher

De relacionamento entre patrão e empregado

De relacionamento entre pai e filho

De relacionamento entre discípulo e discipulador

De relacionamento com Deus através de espera e paciência

Da disciplina – Deus ama e por isso disciplina.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Tabernáculo é a Igreja

Por: Ap. Oséias Sousa Brito

“Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo; De maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo”. Êxodo 40:34-35


Introdução

Moisés recebeu todas as informações da mente de Deus sobre o Tabernáculo no Monte Sinai. Vimos que Deus deu as informações detalhadas para Moises e escolheu duas pessoas movidas pelo seu Espirito para materializar o projeto que estava com Moises.

O Tabernáculo veio da Mente de Deus

O Tabernáculo nasceu na mente de Deus em todos os seus detalhes. Todas as peças, tecidos, matéria prima, conexões, cores, dimensões, divisões, organização, etc. Certamente nada passou despercebido por Deus. Não se pode esperar nada imperfeito, vindo de uma mente perfeita.

É bom saber que Deus nos criou a sua imagem e semelhança, e nos gerou com muito amor e pensou em todos os detalhes nos diferenciando um do outro para que vivamos nossa particularidade nEle e nos movamos para o louvor de sua gloria.

Ele foi construído para atender um proposito. Deus decidiu morar no deserto com Israel. O Tabernáculo foi feito como Casa de Deus e o lugar especial onde pode se comunicar e se relacionar com o homem. Nem todo mundo quer se relacionar com quem vive num deserto, porem Deus nos seu grande amor vem e nos toma na nossa condição e nos tira dela para a Terra Prometida.

Deus veio ao deserto trabalhar em sua obra prima, o homem. O planeta tem lugares lindo e paradisíacos. Porem, o deserto foi o lugar escolhido para restaurar a imagem perdida de Deus. Deus desceu ao deserto em busca de sua imagem. La no Éden Ele já tinha perguntado a Adão: “Onde estás?” O homem se perdeu e se descaracterizou e somente Deus pode encontra-lo e restaurá-lo.

 O Tabernáculo era montado de dentro para fora

Dentro de sua busca o Tabernáculo do deserto nos ensina que Deus começa o seu precioso trabalho de restauração de dentro para fora. Todas as vezes que os sacerdotes montavam o mesmo, ele era montado a partir do lugar santíssimo, depois vinha para o lugar santo e por último o pátio. Assim também, Jesus nasce em nosso coração primeiro, e ao se instalar em nossa vida, Ele dá início ao processo de purificação, libertação e cura das memórias bombardeadas pelo maligno. No livro de Zacarias mostra Jesus sentado purificando a prata com amor, zelo e paciência.

Como tabernáculo do Senhor, precisamos não apenas abrir a porta para Jesus entrar. É necessário que Ele cresça em nossas vidas e tenha liberdade para cumprir o seu propósito. O caminho da santidade é um processo doloroso de muita renuncia, pois, toda marca o pecado precisa sair. Contudo, o pecado sai, mas, as marcas ficam e aí Deus entra como médico trazendo o balsamo para curar a fim de que sua imagem volte a ser refletida no homem.

A posição do Tabernáculo ficava no centro do Arraial de Israel. O lugar de Deus em nossa vida, família, e ministério é no centro. Só existe um lugar designado para Deus. O Trono e o Reino. O verdadeiro resultado da penosa obra de Cristo no Calvário é nossa submissão e fidelidade a Ele.

O Tabernáculo ficou cheio da gloria de Deus

O livro de êxodo conclui com o término do Tabernáculo. Ao finalizar toda a obra do Senhor dada a Moises e depois aos escolhidos para fazer a obra. Quando Moisés termina de colocar todas as peças no seu devido lugar, como o Senhor havia determinado, o Tabernáculo foi tomado pela poderosa gloria de Deus de tal forma que Moisés não pode entrar no mesmo.

A Casa ficou pronta e logo Deus a inaugurou com sua presença majestosa. Como igreja somos o Tabernáculo do Senhor, e estamos sendo restaurados para o louvor e gloria do Senhor.

O Senhor esta levantando o seu Tabernáculo. A sua Igreja está dia após dia sendo tratada e restaurada e certamente vai chegar o tempo em que a gloria do Senhor vai encher e ninguém ficará de pé diante do Rei dos reis, diante de Sua Majestade.

“TODO JOELHO SE DOBRARÁ E TODA LÍNGUA CONFESSARÁ QUE JESUS CRISTO É O SENHOR”. ROMANOS 8. 1-8

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Que cruz é este que devemos carregar?

Por: Reinhard  Bonke

Nós somos salvos não pela cruz que nós carregamos, mas pela cruz que Ele carregou. Deus não nos deu uma Bíblia de quebra-cabeças inspirados. Ela é um livro de revelações e não de charadas. Quaisquer “problemas” nas Escrituras são sinais de empolgantes descobertas.

A CRUZ

“Desenvolvei a vossa salvação!” (Filipenses 2:12)

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16:24, 26)

Deus não nos deu uma Bíblia de quebra-cabeças inspirados. Ela é um livro de revelações e não de charadas. Quaisquer “problemas” nas Escrituras são sinais de empolgantes descobertas. Aqui estão dois grandes versículos normalmente citados em evangelismo e realmente vale à pena gastarmos um tempo meditando neles. Deve haver algo aqui que devemos tomar cuidado para não passarmos por cima ou esquecermos. O perigo que corremos com palavras conhecidas é que as usamos frequentemente sem, necessariamente, pensarmos a respeito delas. As Escrituras merecem serem tratadas diferentemente. As palavras de Jesus são profundas e não obvias e superficiais. Uma pergunta vem imediatamente à nossa cabeça. O primeiro versículo diz “Desenvolvei a vossa salvação!” – mas, o Salvador não é Jesus?
O segundo versículo acima desperta outra pergunta. “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16:24, 26). Isso significa que estamos perdidos a não ser que neguemos a nós mesmos e tomemos a nossa cruz? É assim que “desenvolvemos” a nossa salvação?

“Perdendo a sua alma”

Jesus estava conversando com os Seus discípulos quando deu esta instrução sobre “perder a sua alma”. Aqueles discípulos eram homens que Jesus, na verdade, havia escolhido: Pedro, Tiago, João e os outros. Seria possível que Ele estava intencionalmente querendo dizer que a segurança de suas almas dependia de negarem a si mesmos? Bom, é claro que nós não dizemos às pessoas que serão salvas se negarem a si mesmas ou estarão perdidas se não negarem a si mesmas. Este não é o Evangelho que nós pregamos. A Bíblia proclama a verdadeira mensagem em alto e bom som: “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia...” (Tito 3: 4-5). É o Seu sangue derramado na Cruz que traz libertação; não existe outra maneira. Nós não somos salvos pela cruz que nós carregamos, mas pela cruz que Ele carregou. Ele suportou sofrimento inexplicável por nós, pois jamais poderíamos “desenvolver a nossa própria salvação (eterna)”.

Não cabe ao homem determinar o seu caminho

“Apenas Deus encarnado poderia intermediar pela humanidade, e somente Ele tinha os ombros de Herculano necessários para carregar o peso das responsabilidades do mundo.”

A salvação eterna, envolvendo perdão e restauração é sempre um ato de Deus. Deus é o nosso Salvador agora e o será para sempre. Ele descreve a si mesmo como o Salvador de Israel, aquele que guiava sua vida nacional e política. Israel sabia disto muito bem: “Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (Jeremias 10:23). Isso é verdade para qualquer pessoa na terra. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas” (Isaías 53:6), mas “temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis” (1 Timóteo 4:10). Disse Jesus: “o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (João 6:51).

O conceito de redenção dada por um Salvador carregando os pecados e iniquidades de todos nós nunca passou pela cabeça de nem sequer um dos maiores fundadores ou líderes religiosos do mundo. Ninguém jamais seria capaz de carregar tamanho peso de pecado, nem sequer pensou em fazê-lo, pois isso seria ridículo, tremenda ilusão de grandeza. Apenas Deus encarnado poderia intermediar pela humanidade, e somente Ele tinha os ombros de Herculano necessários para carregar o peso das responsabilidades do mundo. Conta-se uma história de que, antigamente, o rei do Nepal, que acreditava na doutrina do carma, de que a nossa vida atual é determinada pelos pecados cometidos em vidas anteriores, deu a um homem uma bolsa com jóias em troca de concordar em remover os seus pecados. Aquele homem podia carregar a bolsa do tesouro, mas não o peso dos pecados do rei; o pecado de um homem é grande demais para ser carregado por alguém. Somente Deus pode fazer isso.

Jesus disse: “Em verdade vos digo: Eu sou o pão da vida. Quem crer em mim tem a vida eterna” (João 6:32-40). Só Jesus já usou este tipo de linguagem, falando acerca do perdão redentor. A maioria das fés existentes hoje, descrevem um tipo de esperança, mas nunca um ato poderoso de libertação e amor vindo direto do alto. Centenas de milhões de pessoas seguem religiões que nem sequer tem um Deus. Elas oferecem apenas uma esperança, que finalmente cairá como uma gota sem identidade em um oceano de existência indefinido. Na Bíblia Deus diz: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador” (Isaías 43:11). Nenhum outro livro sagrado contém tal afirmação.

O motivo pelo qual negamos a nós mesmos

Entretanto, aqueles versículos de Filipenses e Mateus são a Palavra de Deus com o propósito de nos edificar e não nos confundir. A nossa principal fonte de informação é a Bíblia. As nossas Bíblias impressas são a tradução do Grego feita por acadêmicos, dando-nos a idéia do que o original diz, ou a palavra mais próxima em nosso idioma. Então, nós, rapidamente, iremos recorrer às palavras em Grego ao tentarmos entender o verdadeiro significado daqueles versículos. Em segundo lugar, Deus também nos deu estudiosos da Palavra, pessoas para nos explicar as Escrituras (veja também Atos 8:26-35). A primeira regra no estudo da Bíblia é que nenhum versículo pode ser lido sozinho; cada texto é parte de um todo nas Escrituras e concorda com o padrão geral da Bíblia e, por isso, a nossa exposição da Palavra deve fazer o mesmo.

Tendo isto em mente, vamos dar uma olhada de novo no que Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. O motivo pelo qual negamos a nós mesmos é para seguirmos a Cristo e não para ganharmos salvação eterna. Esse é o ponto chave! O verdadeiro modo de viver é com Ele, seguindo-O, mesmo que signifique negarmos a nós mesmos em outras direções. Viver para “salvarmos” nossas vidas, cuidando do número um, nós mesmos, é o jeito certo de perder na vida. A maneira de acharmos nossas vidas é dando a nós mesmos, dando nossas vidas a Deus para Seu serviço e em amor.

Certa vez um homem disse para Jesus que ele queria segui-Lo. Jesus respondeu que nem mesmo Ele tinha “onde reclinar a cabeça” (Lucas 9:58). O que o Senhor quis dizer era que Ele não estava construindo um império, fazendo um lugar para Ele e Seus seguidores. Não há necessidade para isto. Fique perto de Jesus e você terá um lugar no mundo, o melhor lugar possível. Jesus é o lugar, o destino, o início e o fim. Decidir segui-Lo significa que já chegamos e que a nossa jornada chegou ao fim. É no céu que Ele está Cordeiro é. O a luz, o Templo e a alegria da eternidade. Jesus prometeu preparar-nos um lugar para que “onde eu estou, estejais vós também”. (João 14:3). O lugar é definido por Sua presença lá.

Perdendo a nossa alma (psique)

Jesus chama aqueles que lhe seguem de seus “discípulos”. “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo,” disse Ele (Lucas 14:27). (O Grego é stauron heautou, sua própria cruz). A palavra “discípulo” significa “aprendiz” (Grego: mathetes) e não tem nada a ver com disciplina. Jesus nunca disciplinou ninguém, nunca ficou mandando em todos ao seu redor, mas sempre foi “manso e humilde de coração” (Mateus 11:29). Nós aprendemos acerca d’Ele e não somente d’Ele; Ele é a lição. Aprendemos com Jesus sobre Jesus; Ele é o assunto bem como o Professor. A nossa tarefa é “crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18), “cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, (Efésios 4:15) e estarmos “nele radicados e edificados” (Colossenses 2:7). Estas exortações são para cristãos e não para incrédulos. Eles são parte da nossa vida pós-salvação.

As palavras que devemos compreender são “imitando vida” ou “perdendo a nossa alma”. Um Cristão pode perder a sua alma se não negar a si mesmo? Bom, a palavra Grega que é traduzida como “alma” é psique. Hoje em dia nós estamos familiarizados com esta palavra como significando nosso ser interior, a nossa essência. As nossas Bíblias impressas também carregam um pouco deste significado, mas traduzem o Grego de modo diferente em alguns versículos. Alguns textos traduzem psique relacionando-o com a vida presente, e não com a eternidade, como, por exemplo, é o caso em “devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1 João 3:16) e “não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber” (Mateus 6:25); “vida” e “vidas” são tradução de psique. Nestas passagens das Escrituras, a palavra psique claramente refere-se à nossa existência humana diária. Então, em um versículo Jesus nos diz para cuidarmos das nossas vidas e em outro é para não nos preocuparmos com nossas vidas... psique, obviamente significa coisas diferentes.

Somos encorajados a negarmos a nós mesmos e carregarmos a cruz para vivermos; para sermos vivificados. Isso diz respeito à nossa experiência presente na terra. Muitos nem sequer vivem a vida, encontrando nela nada que os satisfaça plenamente. Os viciados, por exemplo, não estão vivendo, estejam eles estilhaçados pelas drogas, bebida, pornografia ou até mesmo dinheiro. A maneira Cristã de desfrutar a vida em sua plenitude é seguir a Jesus Cristo.

“Nós perdemos o que gastamos em nós mesmos, Nós temos, como tesouros sem fim, Tudo aquilo que, Senhor, à Ti, emprestamos – Àquele que tudo nos dá”.

Ser Cristão significa carregar a nossa cruz, isto é, nos identificarmos com Cristo, confessando-O e vivendo a vida Cristã, afastando-nos da aprovação do mundo e até quem sabe convidando perseguição. Podemos pegar o caminho mais fácil, nadando de acordo com a correnteza, ignorando a Jesus, vivendo uma vida sem moderação, ou vendendo a nossa alma por nosso negócio. Uma vida assim não vale a pena viver. É uma péssima barganha, como muitos descobriram, quando as coisas ficaram amargas e seus “amigos” , de repente, não podiam ser encontrados em lugar algum (veja também a história do Filho Pródigo em Lucas 15:11-31). Quando trilhamos este tipo de caminho, nós imitamos vida, tornamo-nos sem caráter, sem estrutura e vazios.

Para os Cristãos, “mundanismo” não é gastar uma noite no teatro, mas sim ficar na corda bamba”.

Perdendo o sabor da verdadeira qualidade

Perder a nossa alma em Mateus 16:26 não tem a ver com perder a nossa alma eternamente, mas sim com perder a vida que Deus quer que desfrutemos agora, o sabor da verdadeira qualidade. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo” (1 João 2:15). A oferta do mundo é a propaganda exagerada do diabo: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Provérbios 14:12). Viver simplesmente para ter um bom tempo, com certeza é o jeito certo de perder o melhor da vida. É assim que Jesus via o mundo, e é isso que Ele quis dizer por “mundo”: sua ilusão de felicidade, ficar sempre lutando para alcançar o fogo-fátuo (fogo enganoso). Ao contrário do que algumas pessoas possam pensar: “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:15). Você pode ter muitas coisas adoráveis e mesmo assim ser vazio por dentro. Para os Cristãos, “mundanismo” não é gastar uma noite no teatro, mas sim ficar na corda bamba. Jesus quer que nós vivamos. Ele criou um mundo maravilhoso para que dele desfrutássemos e deseja que nós “tiremos água das fontes da salvação” (Isaías 12:3) e conheçamos “alegria indizível e cheia de glória” (1 Pedro 1:8). Ele veio por nós, e ainda vem, para que “tenhamos vida e vida em abundância” (João 10:10).

O evangelianismo antigo enfatizou o lado espiritual, mas deixou de lado a verdade acerca da obra e interesse de Deus por nosso bem-estar aqui na terra. O Evangelho é para o nosso corpo e alma, para o agora assim como para o tempo vindouro. A existência mortal importava para Jesus. Afinal de contas, Ele veio e compartilhou isso conosco! Durante os milhares de anos do Velho Testamento, as vidas das pessoas tiveram a mesma ênfase.

Agora, isso se torna um aspecto importante quando relacionado com a cura Divina. O fato de que Jesus continua curando ainda hoje as nossas dores físicas já foi aceito pela maioria dos Cristãos; um pregador “reclamão” até falou a respeito da “epidemia de cura”! Fico imaginando se ele usaria a mesma expressão para denegrir o ministério de Jesus! Entretanto, é legítimo ponderar sobre curar o corpo das pessoas quando eles precisam de salvação para suas almas. Novamente, a resposta é simples: Jesus nos ordenou e nos deu o exemplo, curando multidões “por todo lado” sem condições pré-estabelecidas ou introduções formais. Deus não deseja que vivamos nossas vidas em enfermidade e miséria e fez de curar as pessoas algo bem pessoal para Si, até mesmo se denominando de “O Senhor que te sara”.

A palavra psique (alma) é interessante e é encontrada em muitos versículos importantes com o mesmo conteúdo semântico da vida atual, como por exemplo: “Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma” (Hebreus 10:39). A palavra “perdição” (Grego: apoleia) é “desperdício” em Mateus 26:8: “Para que este desperdício?”. O texto refere-se ao vaso de alabastro cujo óleo era derramado em Jesus – o que, na opinião dos discípulos era um grande desperdício de dinheiro. Se nós retrocedermos e não carregarmos a nossa cruz como Cristãos comprometidos, estaremos desperdiçando nosso tempo e energia. Perdemos o propósito da vida. Podemos prontamente crer que Deus não se agrada de nós. Somos como feixes amarrados em interesse próprio.

“Ninguém é salvo eternamente por ter Jesus como seu exemplo, mas apenas por tê-Lo como seu Salvador”.

Uma identidade como nenhuma outra

No Velho Testamento, a palavra “salvação” está sempre ligada a uma libertação física. Deus é o Salvador para que possamos viver uma vida plena. A Salvação de Cristo significa proteção, direção, benção e auxílio de Deus. Deus não mudou, mas adicionou aos Seus dons o maior dom da vida eterna e redenção através do sangue de Cristo. Este é o plano de Deus para nossas vidas na terra.

Ao meditar nisto, eu estudei aquela maravilhosa passagem em Filipenses 2. Ela certamente é uma penetrante exposição maravilhosa de Cristo como Deus encarnado, que se humilhou a Si mesmo como servo até a morte. O apóstolo Paulo estava mostrando aos seus leitores como Cristo obedeceu a Deus e recebeu uma identidade como nenhuma outra, um “nome acima de todo nome” (Filipenses 2:9). O propósito de Suas palavras não era apenas nos educar, mas também nos dar alguém para imitarmos: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5). Ele nos deu Jesus como exemplo, não apenas como Salvador.

Paulo então diz: “Desenvolvei, pois, (por causa do exemplo de Jesus) a vossa salvação”. Nós não podemos de maneira alguma entender que isso significa a nossa salvação eterna, pois isso é algo que não podemos “desenvolver”. Isso é coisa de Deus. Ninguém é salvo eternamente por ter Jesus como exemplo, mas apenas por tê-lo como Salvador. A chave é que “desenvolvei” possui outro significado, apontando para o que vem depois da salvação, o “desenvolver” daquela experiência. A “salvação” que podemos “desenvolver” é altruísmo e obediência com a de Jesus, a fórmula de verdadeira qualidade de vida. Paulo deixa a diferença bem clara ao complementar: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”. (Filipenses 2:13).

Existem duas cruzes: a Dele e a nossa. A Sua cruz nos salva eternamente e a nossa nos salva de desperdiçarmos as nossas vidas”.

Vivendo uma vida sem agrotóxicos (orgânica)

Existem duas cruzes, a Dele e a nossa. A Sua cruz nos salva eternamente. A nossa nos salva de desperdiçarmos as nossas vidas. Jesus falava constantemente sobre como viver agora, sem preocupações, sem amarguras e ódio, confiando no Pai, orando sinceramente, vivendo a vida em sua plenitude para Cristo e em Cristo. Uma vida sem Cristo é uma vida desperdiçada.

O Sermão da Monte transmite a mesma mensagem. É uma maravilhosa exposição da sabedoria humana. Um psicólogo descreveu isso como a essência de tudo o que os psicólogos dizem. No entanto, é altamente mal entendido e comumente mencionado como sendo a “lei” de Cristo. Ele não é a nova “lei” de Cristo. O Monte onde Jesus falou não é outro Sinai. Suas palavras não contêm “Não farás”. Os apóstolos também elaboram como nós devemos nos portar e vivermos nossas vidas moral e social, mas nunca sugerem que precisamos fazer estas coisas para ganharmos a salvação. A maioria dos seus leitores é pagã que acabaram de se converter do mundo de puro paganismo, e os escritores apostólicos querem que eles desfrutem a vida não com excessos e imoralidade, mas que deixem o seu antigo modo de vida para desfrutarem da alegria e bênçãos cristãs como Deus quer que o façam. Ganância, avareza e egoísmo nos destroem. Com nossas mãos cheias de ajuda e nossos corações cheios de compaixão é como podemos realmente viver.

Jesus não veio para impor todo um sistema de regulamentos, práticas diárias ou um kit de ordens. As nossas vidas são “desintoxicadas” não como se estivessem em trilhos de ferro, onde qualquer desvio significa batida na certa. “Se o Filho pois vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Encontrando minha sarça ardente

"E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe. E apareceu-lhe o anjo do SENHOR em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. E Moisés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não se queima. E vendo o SENHOR que se virava para ver, bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui. E disse: Não te chegues para cá; tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus." Êxodo 3: 1-6

Introdução
 
1. Todos nós temos um momento em que a vida se define em antes e depois. Para Moisés esse evento foi a “sarça ardente” perto de Horebe, o monte de Deus.
 
2. Sabemos que até aquele dia Moisés tinha uma vida comum, como todos os demais pastores de ovelhas da região, mas a “sarça ardente” definiu um momento especial que dividiu sua história em duas, em antes e depois.

3. Todos nós como homens e mulheres que conhecem a Deus precisamos da experiência da “sarça ardente”, é impossível ter uma vida significativa sem uma experiência que marque a minha vida em “antes e depois".

Para encontrar minha sarça ardente eu preciso romper com meu passado.
 
1. As filhas de Reuel identificaram Moisés como um egípcio mesmo sendo ele um judeu.
a. Os anos passados no palácio de faraó mudaram Moisés, na verdade ele era hebreu
b. Não adianta ser nascido de novo se meu comportamento ainda é o mesmo de antes da conversão, o que eu faço delata quem eu sou. Podemos até dizer ser cristão, mas se nosso comportamento não é regido por princípios Bíblicos seremos identificados como pessoas que não conhecem a Deus.
c. Demorou apenas um dia para Moisés sair do Egito, mas aproximadamente quarenta anos para arrancar o Egito de Moisés.
d. Não há bênçãos no Egito, somente escravidão, e se queremos ter uma vida de sucesso como aqueles que andam no centro da vontade de Deus, teremos que romper com o Egito.

Para encontrar a minha sarça eu preciso atravessar o meu deserto.
 
1. O deserto não é lugar de punição, mas de purificação de caráter. Atravessá-lo é transicionar uma mente moldada pela escravidão limitadora para a amplidão de uma alma curada que não conhece limites porque está embasada nas promessas de Deus.
 
2. Moisés entra no deserto ferido na alma pelo orgulho e tudo mais que o Egito havia plantado nele e quarenta anos depois sai dali curado;
a. Entra como Egípcio e sai como Hebreu,
b. Entra confuso e sai convicto,
c. Entra como fugitivo e sai como libertador,
d. Entra como solitário e sai com uma família,
e. Entra desistido e sai com uma promessa,
f. Entra como homem natural e sai como homem sobrenatural escolhido por Deus para fazer a diferença em sua geração.
 
3. Há muitas portas de entradas para o deserto, mas só uma de saída, a porta da promessa, da terra prometida.
a. Não importa como e porque você entrou no deserto, mas sim como você vai sair o que você deve saber é que ali tem uma experiência que vai mudar a sua vida e te direcionar para o centro da vontade de Deus.
b. No deserto você encontra o Monte Horebe, o monte de Deus,
c. No deserto você encontra a sarça ardente.
d. No deserto Deus dá decretos
e. Não fuja do seu deserto e nem murmure isso só aumentaria sua temporada na terra árida do tratamento de caráter, o que eu falo determina o tamanho do meu deserto.

Para encontrar minha sarça eu preciso arrancar os últimos vestígios de auto-suficiência que se encontra em mim.

1. O Cajado que se transforma em serpente
a. Aquilo em que Moisés mais confiava para ajudá-lo no deserto e com as ovelhas na verdade poderia se transformar num laço, em um inimigo, uma vez que serpente na Bíblia é simbólico de satanás.
b. O cajado pode significar sua experiência no deserto
c. Independentemente de Deus.
2. As Sandálias nos pés
a. Tirar a sandália traz a conotação de abrir mão de nossa autoconfiança.
b. Diante da sarça, morre o velho homem e nasce o novo
c. Um novo homem  dependente de Deus
Concluindo: a tua vida terá mais significado quando você experimentar aquele momento particular e íntimo com Deus que poderemos chamar de “sarça ardente”, momento único exclusivo, experiência inquestionável que o tempo não apaga e que nos traz certeza de que a nossa história se dividiu em duas, antes e depois dessa experiência com Deus.